REVISTA ELETRÔNICA HUMANA RES https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes <p>A Revista Eletrônica é uma publicação on-line, de periodicidade semestral, para o Centro de Ciências Humana e Letras da Universidade Estadual do Piauí- UESPI , criada como um projeto de extensão do Núcleo de Estudo em Estado Poder e Política –NEEPP, com finalidade de promover o debate e a reflexão em torno de questões teóricas e práticas no campo das ciências, das tecnologias e das artes, com os objetivos de articular e divulgar a produção científica dos diversos cursos do Centro de Ciências Humanas e Letras da UESPI, através da publicação de artigos (A Revista <strong>HUMANA RES</strong> encontra-se aberta aos interessados em apresentar&nbsp;<strong>artigos ( Dossiê e&nbsp;Seção de artigos livres) ,</strong> <strong>tradução , resenhas e entrevista&nbsp;</strong>&nbsp;, bem como apoiar eventos que possam resultar em contribuição científica para as áreas e estabelecer diálogos com autores de outras instituições nacionais e estrangeiras sobre ensino, pesquisa e extensão. A responsabilidade administrativa da revista pertence ao Centro de Ciências Humanas e Letras da Universidade Estadual do Piauí e a Coordenação está vinculada ao Núcleo de Estudo em Estado Poder e Política –NEEPP.</p> <p>Abraço,</p> <p><img src="/public/site/images/administrador/Screenshot_7.png"></p> <p>Omar Mário Albornoz</p> <p>Diretor do Centro de Ciências Humanas e letras</p> <p><img src="/public/site/images/administrador/Screenshot_8.png"></p> <p>Antonia Valtéria Melo Alvarenga<br>Coordenadora Editorial da Revista</p> Centro de Ciências Humanas e Letras da Universidade Estadual do Piauí pt-BR REVISTA ELETRÔNICA HUMANA RES 2675-3901 HOMEM MARGINAL OU DESCLASSIFICADO SOCIAL? https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/35 <p><span style="font-weight: 400;">O tema dos deslocamentos migratórios internacionais na sociedade globalizada tem merecido o olhar de estudiosos de diferentes áreas do conhecimento, em razão do intenso fluxo de pessoas que deixam seus locais de origem para ir em busca de melhores condições de vida ou de refúgio. Na historiografia, os estudos sobre os deslocamentos transnacionais não constituem uma novidade e a documentação que existe a respeito de diferentes grupos imigrantes que chegaram ao Brasil, a partir do início do século XIX, tem possibilitado a problematização de&nbsp; aspectos relacionados à experiência destes sujeitos. Se em um primeiro momento estes estudos privilegiaram os grupos majoritários, nas últimas décadas o interesse de historiadores e sociólogos estão mais voltados para os sujeitos inseridos na categoria dos não desejáveis. Dentro dela, encontramos o português Manoel Eugenio Alves de Aguiar, analisado aqui enquanto “homem marginal”, como propõe Robert Park, um homem à margem de duas culturas que não consegue se inserir facilmente na sociedade de destino.</span></p> Mayla Louise Greboge Montoia ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 O NAZISMO COMO MOTE PARA “HISTÓRIAS ALTERNATIVAS”: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/31 <p>Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o gênero chamado de histórias alternativas vem ganhando destaque nos mais variados meios de comunicação – Literatura, cinema, televisão, revistas e internet. E se Jesus tivesse escapado da crucificação? E se os nazistas vencessem a Segunda Guerra Mundial? E se a Revolução norte-americana não tivesse ocorrido? Perguntas como essas fazem parte do mote das histórias alternativas que, em suma, perguntam como o mundo poderia ter sido diferente se determinados acontecimentos “chave” da história da humanidade tivessem um resultado diferente. Desde a década de 1990 esse tipo de produção cultural tem ganhado espaço no mundo acadêmico inglês, alemão e norte-americano como fonte para monografias, dissertações, teses e ensaios históricos. O presente artigo, portanto, investiga essa produção cultural, explicando a sua função na sociedade, as suas características, e sua ligação com a memória e com o presente.</p> Marcos Eduardo Meinerz ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 “PESCADORAS EM ITAPISSUMA-PE: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/33 <p>O presente artigo trata da cultura da pesca em Itapissuma. Temos como objetivo problematizar e evidenciar a cultura da pesca como patrimônio cultural.&nbsp; &nbsp;Foi resultado de uma experiência pedagógica promovida a partir da articulação entre ensino de história, educação patrimonial e a metodologia da história oral. O projeto foi realizado com a colaboração de alunos do ensino fundamental de uma escola pública municipal de Itapissuma-PE. Sendo assim, temos como base, além de uma pesquisa documental com referências bibliográficas de diferentes áreas de conhecimento, também as narrativas dos pescadores e pescadoras de Itapissuma que foram entrevistados por nós, professora e alunos. Essa experiência nos possibilitou realizar uma atividade pedagógica em outros espaços de memória, ter contato com uma técnica de produção de fontes históricas e com pessoas da comunidade, ampliando, dessa forma, a percepção sobre a escrita da história e o patrimônio cultural.</p> Josirene Souza Inocêncio de Lucena Ricardo Pinto DE MEDEIROS ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 A PESSOA EM CADEIRA DE RODAS E A SEXUALIDADE https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/34 <p>As barreiras atitudinais são entendidas como sinônimas de preconceito e discriminação em ambientes como a escola, que, além de ter grande poder influenciador e reflexivo, está imbuída de sexualidade. Esta pesquisa buscou conhecer esses tipos de barreiras enfrentadas na sexualidade pelo estudante em cadeira de rodas, por entendê-la como um objeto visual propagador de estigmas. Catalogamos, nas principais bases de dados, pesquisas que problematizassem a sexualidade desse sujeito nos últimos dez anos (2007 a 2017), escassos foram os materiais, gerando a necessidade de um estudo de caso feito a partir de uma entrevista semiestruturada com um homem da cidade do Recife. Em seguida, através da análise de conteúdo, categorizamos o material coletado dentre as vinte barreiras atitudinais apresentadas por Tavares (2012). Evidenciou-se que a sociedade ainda põe em xeque a existência da sexualidade da pessoa usando cadeira de rodas e que a escola reforça esse desconhecimento, alimentando as barreiras atitudinais.</p> Deise Souza da Silva Ernani Nunes Ribeiro ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 Os MITOS FUNDADORES, NARRATIVAS E “AS DONAS DOS QULOMBOS”: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/41 <p><strong>Resumo: </strong>Neste artigo, analisamos aspectos das lideranças e o protagonismo feminino em algumas comunidades quilombolas de Pernambuco, destacaremos de início as narrativas das mulheres que nomearemos de mitos fundadores que darão sustentação a continuidade das lutas pela conquista dos seus territórios e justifica o reconhecimento da comunidade como “remanescente de quilombo”, em seguida analisaremos a participação das “mais novas” guardiãs, que politicamente atuaram para reconhecimento e reafirmação da identidade quilombola, e foram nomeadas por alguns como “as donas dos quilombos”. Essas mulheres se deslocaram do quilombo para o mundo tornando-se, portanto referência para o movimento quilombola.</p> Maria Aparecida de Oliveira Souza Aparecida Souza ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 MULHERES INDÍGENAS XUKURU-KARIRI TRABALHADORAS EM “CASAS DE FAMÍLIA”: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/40 <p>Neste artigo, resultado de pesquisas realizadas entre 2018 e 2020, discorremos sobre as atuações de indígenas Xukuru-Kariri, habitantes em Palmeira dos Índios/AL, como trabalhadoras em “casas de famílias” em Alagoas, bem como no Sudeste do país. O recorte temporal usado para o texto compreende a atuação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) entre os Xukuru-Kariri, iniciado em 1952 até atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a partir de 1967 a 1990, quando ocorreu um aumento nos deslocamentos de indígenas em busca de trabalho no Sudeste, o chamado de “Sul maravilha”. Entrevistamos mulheres indígenas para compreender o cotidiano e os meandros de uma atividade antiga e pouco discutida na historiografia, refletindo também sobre as explorações nos mundos do trabalho indígena em outras regiões no século XX.</p> ADAUTO SANTOS DA ROCHA ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 A DEFESA DOS "VINHOS DO SUL" E A REPÚBLICA em PORTUGAL: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/66 <p>A partir de um breve percurso biográfico de José Relvas, com enfoque no seu envolvimento no associativismo agrário, analisaremos o seu papel como líder vitivinícola em três momentos chave, nas vésperas da revolução republicana (1907/1908); em anos de crise do novo regime republicano (1914/1917); e após o colapso deste, quando a ditadura se consolidava (1927/1929). As formas de mobilizações das elites agrárias nos três momentos diferentes de contestação por parte dos vitivinicultores do Centro e do Sul, aparentemente, foram idênticas, tendo as reivindicações económicas, de certo modo, se associado a diferentes agendas políticas, com sucessos variáveis. De que modo, as comunidades e elites rurais foram protagonistas de momentos revolucionários a partir de “lutas agrárias” e qual particular preponderância de José Relvas como um dos líderes desses processos, ao mesmo tempo que se reivindicava de um discurso conservador e liberal, serão os problemas a que procurámos dar respostas.<br>Palavras-chave: República; republicanismo; agrarismos; viticultura; José Relvas.</p> José Raimundo Noras ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 DO CHIQUEIRO À MESA https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/67 <p>A historiografia piauiense dedicou-se ao estudo da pecuária bovina e sua importância para a sociedade, no entanto, silenciou acerca de outros rebanhos: ovino, suíno, caprino e, também, da criação de aves, a galinha por exemplo. Não há na historiografia debate acerca da importância da caça e pesca no sistema alimentar. Igual tratamento dispensou a pequena lavoura de mantimentos, o cultivo de roças. Esse artigo quebra esses silêncios, sugerindo a discussão sobre produção de suínos no Piauí no século XX, a partir de dados da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (1959) e do Almanaque do Cariri (1952). Romances, contos, poesias e relatos orais completam o universo de fontes. A leitura de obras de autores como Carlos Rodrigues Brandão, Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari, Ariovaldo Franco foi basilar para a composição do texto.</p> Alcebíades Costa Filho Enos Soares Silva Neto ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 CONSAGUINIDADES, AFETOS E OUTROS LAÇOS: https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/44 <p><strong>RESUMO </strong></p> <p>O objetivo da pesquisa da qual resultou esse artigo foi analisar os arranjos familiares da cidade de Caxias, localizada no estado do Maranhão, entre as décadas de 1950 e 1980, buscando compreender a instituição familiar a partir de laços de consanguinidade, afetividade, alianças, relações de subordinação e outros. Para tanto, foram utilizados dados censitários produzidos pelo IBGE, fontes notariais, mapas&nbsp; e fotografias&nbsp; que informam&nbsp; sobre o tema.&nbsp; Como fundamentação teórica utilizou-se textos clássicos da literatura nacional, a exemplo de Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Holanda, para discutir as características do patriarcalismo na sociedade brasileira. Recorreu-se, ainda, à literatura mais recente sobre o tema, através de obras como as de&nbsp;&nbsp; Elza Berquó ,&nbsp; Maria Berenice Dias, Ana Silvia Volpi Scott e&nbsp; Ronaldo Vainfas com a finalidade de compreender a complexidade de arranjos familiares que caracterizou a formação da sociedade brasileira.&nbsp; A partir da análise dos dados encontrados na pesquisa, foi possível realizar uma caracterização&nbsp;&nbsp; das famílias caxienses, nas décadas de 50 a 80 do século passado, observando a variedade nos arranjos, nas relações de subordinação e nas solidariedades estabelecidas.&nbsp;&nbsp;</p> ANTONIA VALTÉRIA MELO ALVARENGA VALTÉRIA ALVARENGA JOÃO BATISTA VALE JÚNIOR Raimundo Nonato Santos de Sousa ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 ENTREVISTA COM PROFESSOR Dr. ANGELO ADRIANO FARIA DE ASSIS (ANPUH-MG) https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/68 <p>Possui graduação (Licenciatura e Bacharelado) em História pela Universidade Federal Fluminense (1995), mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense (1998), doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2004) e Pós-doutorado pela Universidade de Lisboa (2011) e pela Universidade de Évora (2011). Pós-doutorado em andamento pela Lettres Sorbonne Université (França, 2021). Atualmente é Professor Associado IV da Universidade Federal de Viçosa, onde atua na Graduação em História e como Professor Permanente nos Programas de Pós-Graduação do Mestrado Acadêmico em Letras e do Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania. É pesquisador, desde 2010, da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Universidade de Lisboa. É Avaliador do SINAES e da REDE Nacional de Ipfes (INEP- MEC). Membro, a partir de 2017, da ABIL (Association of British and Irish Lusitanists). Membro, a partir de 2020, da Deutscher Lusitanistenverband e.V. (Associação Alemã de Lusitanistas). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Inquisição no Brasil; Inquisição no mundo ibérico e colonial; religiões e religiosidades no mundo iberoamericano; criptojudaísmo; cristãos-novos; ensino de história; literatura, história e memória. Presidente da Associação Nacional de História, seção Minas Gerais - Anpuh-MG, no biênio 2018- 2020.</p> Humana RES ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003 Resenha do livro: O genocídio ocultado. https://revistahumanares.uespi.br/index.php/HumanaRes/article/view/69 <p>Pensar o genocídio e a escravização dos/as negros/as africanos/as tem nos conduzido à receita decolonial, esta pautada na crítica aos brancos e cristãos europeus que destruíram a epistemologia africana, incluída os seus saberes, a cultura, as práticas rituais, a diversidade de suas etnias e produzindo uma sub-humanidade, consequentemente nos colocando numa posição de subalternidade em relação ao branco cristão europeu (NASCIMENTO, 2017; CORONIL, 2005; ESCOBAR, 2005)...</p> José da Cruz Bispo Miranda ##submission.copyrightStatement## 2021-02-19 2021-02-19 1 003